domingo, 21 de dezembro de 2008

Dia 063: Sopa de Natal: Kapustnica

Na Eslováquia católica, assim como na Polônia, as famílias começam a celebração do Natal com uma ceia, quando a primeira estrela aparece no céu (tem que torcer então para não ser uma noite nublada, hein, coisa rara este ano no verão carioca).

A Kapustnica é uma sopa feita de chucrute (o repolho fermentado tão ao gosto dos países da Europa setentrional), de algum embutido (salsichas, chouriços, e até presunto defumado) e cogumelos secos.

Encontrei esta receita publicada em centenas de sites em diversos idiomas, e também no livro da Patricia Solley, An Exaltacion of Soups - the soul-satisfying story". Há poucas variações entre elas.

Aqui em casa nós a preparamos com chouriço e a servimos com um vinho tinto importado por nosso amigo André Kerbrat, o Château Mandourelle, de 2005, vendido entre nós nos Supermercados Zona Sul.

Receita de Kapustnica

Ingredientes (para 4 pessoas):
  • 400 g de chucrute em conserva (se souber prepará-lo melhor ainda, só que ele deve fermentar por no mínimo uma semana)
  • 1 cebola grande
  • 2 dentes de alho
  • 1 punhado de cogumelos secos (um saquinho pequeno, por exemplo)
  • 100 g de chouriço, linguiça ou salsicha
  • 1 folha de louro
  • 1 colher (de chá) de tomilho seco
  • 1 colher (de chá) de páprica doce (opcional)
  • 1 colher (de café) de pimenta do reino moída na hora
  • 1 colher (de chá) de sal
  • 6 ameixas pretas (secas) sem caroço
  • 2 colheres (de sopa) de azeite
  • 1 litro de água
Modo de preparar:
  • Enxágue os cogumelos e coloque-os de molho em água quente, enquanto prepara os outros ingredientes (cerca de 15 a 20 minutos);
  • Pique a cebola, o alho, as ameixas e a linguiça (em rodelas) e reserve;
  • Numa panela média, aqueça o azeite e refogue a cebola até alourar;
  • Junte o chucrute escorrido (nos vidros de conserva ele vem com água), tempere com sal, louro, tomilho, pimenta e páprica;
  • Acrescente os cogumelos escorridos e picados;
  • Cubra os ingredientes com água e deixe levantar fervura;
  • Abaixe o fogo, acrescente a linguiça, o alho e as ameixas;
  • Tampe a panela, deixando uma fresta para não entornar, e cozinhe por cerca de meia hora, para que os sabores se misturem;
  • Sirva bem quente, com um copo de vinho tinto e pão rústico.
Dica 1: Nós não utilizamos páprica, que considero um pouco indigesta: pode reforçar o tomilho por isso.
Dica 2: No dia seguinte esta sopa fica ainda melhor, os sabores ficam mais integrados uns aos outros. Basta aquecer e acrescentar um pouco de água se estiver muito grossa (é uma sopa espessa de toda forma).
Dica 3: Ligue o ventilador ou o ar condicionado!!!!
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4 comentários:

Bernard disse...

Abandonou este blog?

Guaita disse...

Olà, Micheline! Antes de qualquer coisa, agradeço pelos elogios e peço desculpas pela falta de acentos no decorrer da mensagem. Fico realmente muito feliz em saber que pelo menos um de meus post serviu para algo, mas confesso que estou devendo muitos capìtulos da història do reconhecimento da minha cidadania italiana e, entre um deles, a minha visita recente exatamente a Pegognaga. Uma cidade pequena, limpa e de gente simples que trabalha predominantemente com a agricultura. Para quem gosta de tranquilidade, é um lugar para conhecer. Estive là para ver de onde vieram os meus antenatos e fuçar no baù das minhas origens. Descobri muitas coisas (uma delas que meu tetravo nasceu e se casou em Pegognaga) e outras as quais pretendo escrever quando retornar ao Brasil. Faz quase um ano que estou aqui, reconheci minha cidadania, fiz um curso, tentei encontrar trabalho, mas dei a “sorte” de vir para cà em um momento nao tao favoràvel. Valeu pela experiencia.
Vàrias coisas em comum mesmo! e sabe que eu acho que tenho em casa o livro que sua filha e seu marido atualizaram. Digo que acho, porque cheguei a iniciar um Mestrado em Estudos da Linguagem na UEL e tinha a intençao de escrever a minha dissertaçao a respeito da linguagem esportiva, sempre voltada ao futebol que é uma de minhas paixoes, e nessa idéia adquiri mais de 70 livros em uma pancada sò e se me lembro bem o sobrenome Penna estava presente na minha estante. Nao cheguei a le-lo, porque larguei o Mestrado para vir a Itàlia.
Olha, Micheline, retorno ao Brasil daqui algumas semanas, mas te deixo o meu e-mail (gustavo.guaita@gmail.com) e caso eu possa ajudar com alguma informaçao a respeito da Itàlia, estou a disposiçao.
A risentirci, abbia una bella giornata e grazie ancora una volta.
Guaita.

Flávia disse...

Desistiram das sopas?
Beijos,
Flávia (amiga da Manu).

Micheline e Jorge disse...

Não desistimos! Estamos saboreando as receitas, mas estou sem tempo de editá-las! Já, já prometo atualizar! Aguarde novidades! Beijo!